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NOTÍCIAS

BRASIL
Resolução proíbe cirurgias estéticas em cães e gatos
publicado na Folha Online, em 20/03/2008 - 10h00
autores:
JOHANNA NUBLAT e ANGELA PINHO

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) proibiu ontem, por meio de resolução publicada no "Diário Oficial" da União, o corte de orelha e retirada das cordas vocais de cachorros e a retirada de unhas dos gatos.

A medida também torna não-recomendado o corte da cauda de cachorros.

Os procedimentos, até agora amplamente utilizados, serviam para aproximar o animal de um ideal de beleza.

"A conchectomia [corte da orelha] e caudectomia [corte da cauda] são tradições que alguém criou por entender que os animais ficam mais bonitos nessa condição, mas temos que respeitar o direito deles", afirmou Benedito Fortes de Arruda, presidente do CFMV.

Segundo o texto publicado, "ficam proibidas as cirurgias consideradas desnecessárias ou que possam impedir a capacidade de expressão do comportamento natural da espécie, sendo permitidas apenas as cirurgias que atendam as indicações clínicas".

Uma das formas de expressão costumeiramente barrada por proprietários de cães é o latido, principalmente àqueles que moram em apartamento.

Já o corte de orelha e da cauda de cães e a retiradas das unhas dos gatos é hábito freqüente nas clínicas.

Depois de cortar as orelhas de seu cão, o pit bull Zyon José, 3, o empresário Carlos Tirloni, 27, se arrependeu. Tirloni, de Santa Catarina, disse ter submetido o animal à cirurgia por uma questão estética, para que ele ficasse "parecido com um pit bull". Depois da intervenção, porém, Zyon ficou "jururu", sangrando e sem vontade de comer.

Délio Mendes, criador da raça doberman em Brasília, se diz contra a resolução. Segundo ele, em competições da raça, têm vantagem os cães cujas orelhas são aparadas, seguindo a orientação de uma federação internacional.

"É para satisfazer o ego do dono? É, mas a vaidade tem benefício para o cachorro, que vai poder comer ração de boa qualidade pelo investimento que o dono faz nele", disse.

Em casos de necessidades clínicas, continua permitida a execução dos procedimentos citados. "Nessas situações, é necessária avaliação do veterinário. Pode ter algum caso que tenha necessidade de socorrer, como no caso de um acidente", afirmou Amilson Pereira Said, integrante do conselho.

Criadora da raça schnauzer --em que normalmente se corta a cauda--, Cristiane Favaram disse ter ficado satisfeita com a resolução. "A maior parte das pessoas não visualizam o schnauzer com a cauda inteira. Depois que você convive com isso, passa a gostar", disse.

A resolução também regulamenta cirurgias em animais de porte maior, estabelecendo a obrigatoriedade de condições adequadas para operações, como anestesia e estrutura física da clínica.

Os veterinários que não cumprirem as determinações do CFMV estão sujeitos a processo no conselho de ética e multa.


 

LIVRO
Fotos inusitadas de cães arrancam sorrisos a qualquer momento
publicado na Folha Online, em 01/05/2007

Os donos de cães ganham um presente ou mais ao dia, ao entrar em casa, são sempre recebidos com festa, nem que seja um olhar de saudação. Todo este carinho diário pode ganhar uma maneira de demonstração em papel.

O livro "Um Amor de Cão", da Publifolha, mostra fotos de cachorros em diversas situações, que casam perfeitamente com a frase que acompanha a ilustração.

Assim, as poses doces dos cãezinhos se dividem em: uma vida mais saudável, a auto-estima, a convivência com os outros, o desenvolvimento pessoal e as atividades do cotidiano. O livro é adequado para qualquer um que deseje mandar um recado de amizade, mostrar que se importa com o outro e serve para todos os momentos e datas do ano.

Claro que os livro pode agradar ainda mais os que amam os cachorros, mas deve cair no gosto de todos que gostem de belas fotos e frases inspiradoras para o dia-a-dia.


"Um Amor de Cão"
Editora: Publifolha
Páginas: 112
Preço: R$ 19,90
Onde comprar: nas principais livrarias, ou pelo telefone 0800-140090.


 
 
COMPORTAMENTO
Meditando com o seu pet
Texto publicado no Jornal Folha de São Paulo, em 28/09/2006.
Autor: DENISE MOTA

Em "How to Meditate with Your Dog", autor defende que cachorros são os melhores gurus que o ser humano pode ter

James Jacobson, que é professor de meditação há 11 anos, com a cadela Maui
Divulgação  

Para aprender a meditar, basta observar como um cachorro se comporta ao longo do dia. Foi assim que o empresário de comunicação e marketing James Jacobson -professor de meditação há 11 anos- aprimorou suas técnicas, e esse é o centro de seu "How to Meditate with Your Dog" (Como Meditar com Seu Cão), escrito com a professora de ioga Kristine Chandler Madera.

Espécie de manual prático em que ensina donos de cães a aliar os momentos de diversão com seus mascotes à prática de exercícios mentais, o livro, previa o autor, seria alvo fácil de chacota. "Não é piada, embora seja divertido", escreveu o norte-americano na apresentação do volume na internet.

Mais do que risos, a proposta recebeu atenção. "Notável" -como classificou o "Washington Post"-, o volume percorreu estúdios de Jay Leno a CNN. Os resultados estimularam Jacobson e Madera a escrever um novo título -"How to Meditate with Your Cat" (Como Meditar com Seu Gato)- , atualmente em produção e com lançamento marcado para o próximo ano.

Dono de Maui, um maltês de 13 anos, Jacobson medita "desde os cinco anos de idade". Passou a incluir o animal em suas atividades ao notar que a cadela reunia "intenção, crença e sinergia", os três "não-dogmas" com que constrói o processo meditativo, conforme detalha no livro.

Prestar atenção à conduta canina levou o empresário a concluir que imitar o modo como os cães reagem aos fatos cotidianos torna mais fácil ao leigo entrar em estado de meditação. "As pessoas se preocupam com o fato de que, quando meditam, pensamentos aleatórios afloram. Ficam tentando limpar a mente. Na verdade, independentemente de há quantos anos você medite, esses pensamentos vão aparecer. Com o tempo e a prática, talvez eles surjam menos, ou mais debilmente, mas vão continuar a surgir. Novatos têm dificuldade em aprender a se soltarem, a ser gentis consigo mesmo", disse Jacobson, 40, à Folha, em entrevista concedida de seu escritório no Havaí.

É nessa hora que os cães se tornam mestres "naturais", segundo o autor. "Os animais de estimação vivem o momento presente. Não têm expectativas sobre o que vai acontecer nem se preocupam com o passado. Não guardam rancor. Cães e gatos passam o tempo todo conosco apenas sendo e essa é a base para uma prática de meditação perfeita."

Para começar, são recomendáveis sessões curtas: "Um cão ansioso começa relaxando por poucos minutos", orienta Jacobson. Depois de um certo tempo, o período em que o animal "se divertirá em meditação com você aumentará".
Outro bom ponto de partida, afirma o empresário, é imaginar que esse momento de meditação a princípio será entendido por sua mascote como um novo jogo ou como um truque diferente. O que sempre será determinante é o tipo de relação desenvolvida entre o animal e seu dono.

"Quando você começa a meditar com seu cão", escreve Jacobson, "emprega algumas das técnicas que utilizaria para ensiná-lo a sentar ou a deitar. Muitos cães aprendem a meditar com seus donos mais facilmente do que a realizar os mais tradicionais truques de cachorro. Não há melhor modo de fortalecer o laço que une você e seu mascote do que sentarem juntos em meditação."
Meditar também faz bem para os animais de estimação, segundo Jacobson. "Não apenas melhora a saúde e o bem-estar dos cães mas também os deixa mais calmos, afetuosos e mais quietos e contentes."

Gatos oferecem desafio
Cães são professores pacientes. Felinos requerem esforço maior dos bípedes. "Os gatos são mais independentes. Isso pode se tornar um desafio para quem deseja meditar com seu gato do mesmo modo como o faria com um cão." Eis por que o próximo volume será dedicado a eles, ótimos professores -de acordo com o autor- para que os humanos aprendam a não criar expectativas.

"Há gatos que são bastante parecidos com um cachorro na medida em que gostam de estar fisicamente perto de seus donos. Outros muito dificilmente manterão proximidade, mas igualmente terão interesse no que seu dono está fazendo. Nesse novo livro partimos de onde paramos com os cães e abordamos o fato de que muitas coisas na nossa vida estão conectadas com o que esperamos dos outros. A meditação pode nos ajudar a eliminar essa idéia e permitir que vivamos o momento presente. Os gatos são professores muito bons para essa lição."

São especialistas também em tornar os humanos mais humildes e flexíveis às adversidades da vida, diz o autor. "Como sabemos, os gatos têm seu próprio modo de fazer as coisas, o que pode ser muito humilhante para nós, humanos. Os cães são um pouco mais previsíveis."
A capacidade de cair nas quatro patas também é didática: "Os gatos, mesmo em uma situação desfavorável, podem até vir rolando pelos ares, mas quando chegam ao chão se fixam em todas as patas. Adaptam-se muito facilmente. Nós podemos aprender isso".


How to Meditate with Your Dog: An Introduction to Meditation for Dog Lovers (Como Meditar com Seu Cão: Uma Introdução à Meditação para Apaixonados por Cães)
Autores: James Jacobson e Kristine Chandler Madera
Preço: US$ 11.53, na Amazon (amazon.com); 200 págs.
Para saber mais: dogmeditation.com.




MUNDO
Roma vai multar quem não levar cão para passear.
Texto publicado no site da BBC Brasil e no jornal O Estado de S.Paulo.

A cidade de Roma decidiu cobrar multas de donos de cães que não os levarem para caminhadas regulares.

ROMA - Quem cortar rabo e orelhas de cães também terá de pagar uma multa mínima equivalente a R$ 1,37 mil.

Será ilegal deixar animais de estimação trancados dentro de veículos no verão, colocá-los em vitrines de lojas, o uso de coleiras elétricas e com pontas e a oferta de animais como prêmio em festivais e feiras.

Aquários redondos que, acredita-se, cegam os peixes, também serão proibidos sob a nova legislação.

As normas têm o objetivo de proteger centenas de milhares de gatos, cães e outros animais que vivem na capital italiana.

"A civilização de uma cidade também pode ser medida por isto", disse Monica Cirinna, vereadora que apresentou as propostas, ao jornal italiano Il Messaggero.

"É bom nós fazermos o que pudermos por nossos animais de estimação que, em troca de um pouco de amor, preenchem nossa vida com sua afeição."

Estima-se que existam 150 mil cachorros e 300 mil gatos na cidade, segundo a imprensa local.

As autoridades romanas também reconheceram oficialmente o papel de gente que alimenta colônias de gatos de rua.

Ainda não foi esclarecido como a nova legislação será implementada. Um setor da administração pública que cuida dos direitos dos animais prometeu divulgar as novas normas através de campanhas em escolas e consultórios veterinários.

Também serão recrutados novos funcionários para trabalhar com a polícia municipal.